Arquivo do mês: julho 2011

A identidade do Mano Zé na multiplicidade da vida

José “O QUE ACRESCENTA” é o nome de um importante personagem bíblico: José do Egito (entre outros com o mesmo nome na escritura), e um nome bastante comum no Brasil.
O nome é para o ser a sua mais forte evidência.

E o tal José na multiplicidade da vida:

Era o favorito de seu pai GN 37.3a

Recebendo inclusive uma túnica como presente dele GN 37.3b

Tendo sonhado que teria proeminência entre os seus GN 37: 5 -10

Foi rejeitado pelos seus irmãos GN 37.11

Foi jogado numa cova GN 37.24

Enviado para o Egito GN 39.1

Foi seduzido por uma mulher que ele não poderia possuir GN 39: 7 -19

Lançado no cárcere GN 39.20

Interpretou um sonho e foi feito governador GN 41: 39-41

Será que ele deixou de ser José?

Em GN 41.44 “E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem a tua ordem ninguém levantará a mão ou o pé em toda a terra do Egito”.

Será que ele perdeu a sua identidade?

Ele recebe o nome egípcio de Zafenate Panéia GN 41.45a
Ele agora tem Azenate, uma mulher egípcia, filha de um sacerdote GN 41.45b
E ainda ganhou dela dois filhos no Egito GN 41.50

Com tudo isso acontecendo, será que ele viveu uma crise de identidade?
Será que ele se esqueceu da casa de seu pai?
Será que ele se esqueceu que era bisneto de Abraão?
Será que o seu nome era mesmo Zafenate Panéia?

Até que em GN 45.3a, quando do reencontro com os seus irmãos ele declara: “Eu sou José”

Marcado como tal, como José!

Identifica-se como José, pois nunca se esquece da casa de seu pai.
Mesmo em toda multiplicidade de experiências, em meio ao caldo da vida, peregrinando por uma terra estranha, mesmo sendo chamado por outro nome, mesmo assim, até a sua morte em terra egípcia (GN 50.26) não deixou de ser José.

E o Senhor não deixou de ser com José:

GN 39.2 “E o SENHOR estava com José”
GN 39.5 “O SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José”
GN 39.21 “O SENHOR, porém, estava com José”
GN 39.23 “O SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava”

Ele é conhecido como José do Egito, mas ele não era do Egito, ele era José (o mesmo de sempre) no Egito.Sem perder de vista a sua identidade como José – o filho da casa de seu pai, a sua conversão foi para multiplicidade do mundo.

É isso aí, Zé,
Amém, mano!

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Uma Igreja brasileira?

Não existe uma igreja autenticamente brasileira, existem diversas “igrejas”, numa diversidade enorme de visões personalistas, cada uma delas pretendendo “Atender” (com boa ou má intenção) as demandas e carências do brasileiro.

Daí, o que existe de fato é:

Cristandade (a massa religiosa cristã em propagação)

Denominacionalismo (com vários estilos)

Institucionalismo (num padrão regulador)

Tradicionalismo (porque sempre foi assim e para eles sempre será)

Dogmatismo (impondo um dogma)

Ritualismo (impondo um modelo de culto)

Moralismo (impondo um comportamento)

Sectarismo (pedindo exclusividade)

Proselitismo (só para o nosso povinho)

E pode deixar que no futuro a gente inventa outros nomes…

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O Eterno

Existe uma questão chave quanto a nossa dificuldade humana com relação à espiritualidade, que é a seguinte:

O homem é possuidor de um espírito essencialmente eterno, mas está parcialmente impedido de reconhecer uma dimensão maior de eternidade, por conviver numa época sem estabilidade, onde tudo é instantâneo, descartável, provisório e sem permanentes. Refiro-me a cultura imediatista que está ao nosso alcance, aquela que se vale da casa pré-fabricada, da comida congelada, do bolo pré-cosido, do café solúvel e do leite em pó. É assim, que no tempo transitório, a vida vai pouco a pouco sendo engolida pela vaidade passageira, e a gente acaba esquecendo de acessar as verdades eternas.

Para piorar, muito embora, O Eterno seja amplamente demonstrado nas escrituras, os ignorantes da eternidade converteram o Evangelho Eterno num pacote qualquer, sintético e superficial. Um pacotinho, construído na temporalidade, que não leva em conta a eternidade, distraindo as pessoas com tudo aquilo que é provisório, e que por falta de significado consistente acaba gerando nelas um descontentamento constante.

Então vou aproveitar o espaço aqui, e registrar o expediente eterno do Senhor Deus Eterno:

Justiça Eterna – Salmo 119.142a: “A tua justiça, é uma justiça eterna”.

Alegria Eterna - Isaias 35.10: “E os resgatados do SENHOR voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”.

Salvação Eterna - Isaias 45.17: “Porém Israel é salvo pelo SENHOR, com salvação eterna; por isso não sereis envergonhados nem confundidos em toda a eternidade”.

Misericórdia Eterna - Isaias 54.8b: “Com misericórdia eterna me compadecerei de ti, diz o SENHOR, o teu Redentor”.

Amor Eterno Jeremias 31.3: “Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”.

Vida Eterna - João 10.28: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão”.

Por fim, Eclesiastes 3.14a: “Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente”.

Quem poderá roubar de você aquilo que é Eterno?

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O Evangelho: Como é pensado?

É certo que todas as nossas ações dependem da categoria de pensamento que empregamos. Isso porque antes de qualquer ato, nasce uma finalidade, que tem diretamente como origem uma elaboração mental.

Assim chamo a atenção para qual lógica de raciocínio temos usado numa ação pelo Evangelho – descriminando duas formas de pensamento lógico:

1ª) A lógica de modelo – É considerada como universal (a versão única), porém a sua raiz vem da cultura ocidental/grega. Ela é caracterizada por uma fórmula bem definida, que se projeta como um objetivo concreto na realidade, e por fim impõe uma ação. Sendo que na sua execução, como se considera um modelo definitivamente concluído tende a resistir com perseverança a tudo e a todos, como sendo o que existe de mais certo, e daí, emprega o máximo de esforço para convencimento alheio.

2ª) A lógica de desenvolvimento – É uma forma de pensar oriental, que tem como raiz a cultura chinesa. Ela está baseada na transformação dinâmica da realidade, e nos ajustes às variáveis da vida, portanto, não estipula um objetivo cego, nem tão pouco, prende-se a regras, busca soluções definitivas ou estabelece metas. Antes disso, o pensar em desenvolvimento vai se desdobrando numa vivência que corre durante o processo, prestando atenção ao cenário como um todo, assim como as suas múltiplas possibilidades, além de estabelecer de forma empática uma composição com o semelhante sem tentar o convencimento do mesmo. Enfim, é uma forma ampla de encarar e redimensionar o mundo, priorizando a capacidade humana de tirar o máximo de proveito dele.

Logo penso que mesmo sendo a “lógica de modelo”, a forma de pensamento mais usual, não deve ser encarada como a única possibilidade, até porque penso eu, que o hoje numa sociedade globalizada, por conta de tanta informação, as possibilidades de modelo são inúmeras. De modo, que um “modelo fundamental” como esteio mínimo é bastante salutar, porém alerto para o fato, de que se nos fecharmos num único “modelo absoluto”, teremos com certeza o empobrecimento da nossa realidade e dos nossos relacionamentos.

 

Completando a minha crítica, e aqui contextualizando com relação ao Evangelho, vou exemplificar algumas situações que entendo existir uma tendência em relação à “lógica de modelo” em detrimento a “lógica de desenvolvimento”:

- O entendimento espiritual: É algo imutável para muita gente, muito embora, o Evangelho seja mesmo – aquilo que é definitivo, o nosso grau de consciência e aproximação com o Santíssimo é progressivo.

- A definição de teologia: Geralmente é definida de forma fundamental, como um suposto estudo fechado e científico sobre Deus. Porém existe uma outra abordagem teológica, um jeito de fazer teologia mais ligada a nossa fé (como gente) em relação a Deus, numa constante reflexão de como ela se desenvolve.

Nas palavras de Paulo em Filipenses 3:13-14: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e  que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

- O campo missionário: É um fato que historicamente não foi atingido pela proclamação do Evangelho (em muitos seguimentos, continua não sendo), e sim pela cristianização – numa imposição de força e poder para consolidar a marca religiosa “cristianismo”. O que faz a gente lembrar de Zacarias 4.6b: ”Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos”.

- O envolvimento de missionários: Como um trabalho destinado apenas para alguém que faz parte de um clero fechado, para alguém que foi fabricado dentro do sistema religioso. Quando na verdade, dentro de uma comunidade, muitas vezes um “leigo”, está muito mais aberto a desenvolver uma ação pelo Evangelho, portanto é bom que estejamos prontos a abandonar da fixidez dos cargos, dando uma chance de posição de trabalho a ele, por 1ª Pedro 2.8: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”,

- A disciplina na igreja: Nasce daquele vício da igreja pelos “chamados morais”- “é necessário fazer tal coisa, tem que, deveria etc”. Até que a igreja estabelece uma vigilância bem estribada numa listinha de punições e suspensões eclesiásticas para cada tipo de suposta infração pecaminosa do membro. Numa ignorância total de Jeremias 31.34a: “E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR.” Porque ou o crente, de fato o é, ou ele nasceu de novo, ou não. Sendo a verdadeira disciplina aquela do auto-exame que pelo Espírito cada um espontaneamente se submete. E para algo mais extremo e público em termos de disciplina, fica apenas reservado a fim de conter alguém muito rebelde que esteja provocando uma rebelião contumaz no Corpo, nada mais do que isso.

- O modelo da mensagem: É cada vez mais padronizada, como linha de produção, via meio de comunicação em massa e tudo mais. Sendo que tudo depende de como cada pessoa é, se sente ou se encontra. Hoje a ordem é passar um sermão no povo: “para que Deus possa fazer”, o que na verdade condiciona e faz duvidar muito do poder de Deus. Logo eu entendo que a mensagem precisa seguir na linha de Filipenses 2.13: “Porque Deus é quem opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” ou de 1ª Pedro 5.10b: “Ele mesmo vos aperfeiçoar, confirmar, fortificar e fortalecer”. Tranqüilo assim, sem deixar de ser continuamente proclamada e AMÉM.

Fica aqui para gente refletir e ir ainda além.

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Reino, Poder e Glória

Reino, Poder e Glória, são três elementos exclusivos de Deus. Que o Altíssimo não confere de forma absoluta a nenhum homem, nem tão pouco, o próprio homem deve chamar para si.

 

Reino – É o Governo de Deus, e a sua melhor vontade; boa, perfeita e agradável. O que está diretamente ligado ao nosso bem-estar, dependendo do nosso reconhecimento e sintonia com Criador e Mantenedor Divino. O que normalmente não acontece, já que o homem é um ser invariavelmente perdido em seus processos, sistemas e formatações, um ser que tenta planejar e prever, mas que se confunde cada vez mais. O livro do Gênesis 10.10a, diz que logo no principio, o reino do homem foi Babel – uma confusão. E sempre que o homem tenta reinar, o resultado que se tem, é o terrorismo e a guerra. Isso porque o homem governa com seu próprio interesse e acaba por formar o seu grupo ou partido, que por sinal não importa qual seja; de centro, de esquerda ou de direita, o homem sempre estará lá. Há quem ainda pense que o homem é boa coisa, mas no A.T em Isaias 64.6a, ele é descrito como “imundo, e toda a sua justiça como trapo da imundícia” e no N.T em Romanos 3:10-18, “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus.

Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.”

 

O que pode sair de um governo assim?

 

Em Provérbios 8:14-16, entendemos por uma Divina Declaração: “Meu  é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza.

Por mim reinam os reis e os príncipes decretam justiça. Por mim governam príncipes e nobres; sim, todos os juízes da terra.”

 

E ainda em Provérbios 28.12, ficamos sabendo que: “Quando os justos triunfam, há grande alegria; mas quando os ímpios sobem, os homens se escondem.”, ou seja, quando os justos estão governando, o fazem, governados pelo Senhor Deus, assim tudo dá muito certo, mas quando são os ímpios querendo fazer, a coisa fica bem danada.”

 

Romanos 5.17b, promete: “Muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.”

 

 

Poder – É só Deus quem realmente o detém de forma absoluta. Já o homem apenas pensa ter algum poder nas mãos, e quanto mais pensa assim, mais se impõe por querer dominar, por fim, corrompe e é corrompido como ser. Conforme decreta Eclesiastes 8.9b: “Um homem tem domínio sobre outro homem, para sua desgraça.”

 

 

É uma questão da gente se colocar no nosso lugar e considerar Mateus 28.18:

“E chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É me dado todo o poder no céu e na terra.”

 

Só que Filipenses 2:5-10, dá um bom conselho para gente:De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, no teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra.”

 

E em Atos 8.20b, nós ainda somos lembrados de que o poder não é algo podemos comprar: “O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois você acha que o dom de Deus se alcançado com dinheiro.”

Em Efésios 3.20, temos a certeza que o poder vem por meio Dele, vem do Senhor:

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.”

 

Glória – É o reconhecimento que por fim prestamos tão somente ao Altíssimo. Outra coisa que o homem não pode ter, mas apesar disso, ele é extremante carente de reconhecimento e está sempre querendo chamar a atenção para sua importância humana.

Penso que o principal problema em relação ao avanço da fé, aquilo que nos impede de crer é justamente o nosso envolvimento com uma glória que não é nossa.

 

Tanto é, que João 5.44, chega a nos questionar:

“Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?”

 

É aquela mesma glória que Lúcifer quis ter para ele… E os maiores problemas que enfrentamos atualmente nas igrejas com os neo-apóstolos & cia, estão sempre ligados a glória que ninguém quer perder… Tenho certeza que bastaria o entendimento real da verdade bíblica a respeito da glória, e muitos dos problemas eclesiásticos seriam evitados… Mas como tem um monte de gente mimada com necessidade de ser aplaudida no pódio da importância…

 

João 12.43, arremata:

“Porque amavam mais a glória dos homens do que a Glória de Deus.”

 

Então, o Apóstolo Paulo se levanta e diz: Eu tenho uma glória!

 

Onde você arrumou glória, Paulo?

 

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” Gálatas 6.14

 

Paradoxalmente, a verdadeira Glória está na cruz, lá onde Ele, o Cristo foi vituperado, desprestigiado, envergonhado, ridicularizado, cuspido, crucificando e morto.

 

A paixão de Cristo é o nada no conceito dos homens, mas foi na cruz, que Pai o exaltou soberanamente e o elevou a posição de Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

 

Enfim, fica aí, para gente, a mensagem mais louca e absurda do Evangelho, que é passar pela cruz, para deixar por lá, aquela grandeza que gente pensa ter, aquele nosso talento, aquela nossa importância, para deixar o nosso orgulho próprio e a nossa pior inveja.

 

Para então homologar Mateus 6.13b:

“Teu o Reino, o Poder, e a Glória, para sempre. Amém.”

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